As taxas estavam suspensas desde o começo de fevereiro, após uma negociação feita entre os países. Enquanto Trump prometeu a suspensão das tarifas, Canadá e México se comprometeram a melhorar a fiscalização em suas fronteiras com os norte-americanos, para tentar diminuir ou zerar o tráfico de drogas e a imigração ilegal.
Segundo Trump, no entanto, as medidas não foram suficientes. Em conversa com Trudeau nesta quarta-feira, o republicano afirmou que não estava convencido dos esforços feitos pelo Canadá para conter o fluxo de fentail para os EUA.
“Ele disse que melhorou, mas eu disse: ‘isso não é bom o suficiente'”, completou Trump, acrescentando que a ligação terminou de forma “um pouco” amigável.
As tarifas representam dificuldades extremas para as montadoras, que produzem véiculos nos três países — Estados Unidos, México e Canadá —, e que frequentemete enviam peças por meio das fronteiras da América do Norte.
Assim, uma isenção para carros e caminhões que cumprem com as normas norte-americanas no USMCA podem ser muito benéficas para Ford, GM e Stellantis. Isso porque seus veículos atendem às regras de 75% das regras do país — requisitos acordados por Trump durante seu primeiro mandato para manter a produção de peças na região.
Para acesso regional isento de impostos, as regras também exigem que 40% do conteúdo de um carro de passeio seja fabricado nos Estados Unidos ou Canadá, com base em uma lista de “peças principais”, incluindo motores, transmissões, painéis de carroceria e componentes de chassi. O limite para caminhonetes é de 45%.
As montadoras expressaram apoio ao aumento do investimento nos EUA, mas querem certeza sobre as políticas tarifárias e sobre as regras de emissões de veículos antes de fazer mudanças drásticas, disseram duas fontes do setor à Reuters.
Uma isenção também beneficiaria algumas montadoras de marcas estrangeiras com grande presença de produção nos EUA, incluindo a Honda 7267.T e a Toyota 7203.T , mas alguns concorrentes que não cumprirem teriam que pagar as tarifas integrais de 25% dos EUA.
Crédito:G1